Embaixada de Portugal no Luxemburgo

Ministério dos Negócios Estrangeiros

“PARA SEMPRE” - Miguel Branco no Centro Cultural Português - Camões

Estará patente nas instalações do Centro Cultural Português - Camões, 4, place Joseph Thorn, L – 2637, Luxembourg, a exposição de Miguel Branco, “PARA SEMPRE”, a partir de  7 de novembro de 2017 até 22 de janeiro de 2018.

Nesta ocasião será apresentada, entre outras obras, uma escultura do artista português Miguel Branco, pertencente à coleção do MUDAM Luxembourg.

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A inauguração  teve lugar na segunda-feira, 6 de novembro às 18:30 no âmbito da semana  Art Week 2017 do Luxemburgo.

Fotos do evento:

©Gerry Huberty:

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Para Sempre

(For Ever)

“Para Sempre” é o título da exposição individual de Miguel Branco no Centro Cultural Português -Camões no Luxemburgo. Expondo regularmente desde 1988, Branco desenvolveu um trabalho muito pessoal utilizando uma variedade de media, incluindo a pintura, a escultura, o desenho, a instalação e a imagem digital.

Conhecido pelo seu particular uso da escala e por ter a imagem do animal como um dos seus temas mais presentes, o seu trabalho é baseado em imagens existentes. Estas imagens são retiradas de diferentes fontes e de diferentes períodos da História da Arte, dos media, como fotografias de jornais, a ficção científica, a banda desenhada, imagens que circulam na internet.  Este uso de diferentes níveis históricos faz parte de um sistema construtivo, tal como expresso nas palavras do crítico Bernardo Pinto de Almeida:

O artista disseca, como se com um bisturi, inúmeras representações clássicas que vai desconstruindo e depois aplica-se a remontá-las produzindo enigmáticas imagens híbridas. Estas imagens são depois meticulosamente (re)construídas, (re)feitas, por sucessivos processos de reelaboração, pela montagem e colagem a partir de elementos dispersos colhidos em outras fontes, muitas vezes virtuais, fazendo uso abundante e livre das imensas possibilidades que as novas tecnologias da imagem permitem, como sejam o aumento e a diminuição da escala, a ampliação, o apagamento, o cropping, a colagem, a montagem, etc.

 Estas formas, que por sua vez re-faz e re-modela, fazendo-as passar pela sua própria intervenção manual, resultam sempre em novas imagens, já que são obtidas através de um sem número de operações de virtualização que anulam todo o vestígio daquilo a que chamamos vulgarmente uma origem e que apagam a marca de sequer ter havido uma imagem primeira.”

 (Extracto do texto de Bernardo Pinto de Almeida do catálogo da exposição individual de Miguel Branco “The Silence of Animals”, Schloss Ambras, Innsbruck, Kunsthistorisches Museum, Áustria, 2015)

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