Embaixada de Portugal no Luxemburgo

Ministério dos Negócios Estrangeiros

CCP-Camões: "Superstition Wilderness", de Pedro Vaz

O Centro Cultural Português - Camões inaugura na quarta-feira, 9 de maio pelas 18:30 a exposição "Superstition Wilderness", de Pedro Vaz, que estará patente nas suas instalações até 4 de julho de 2018.

convite vaz1vecv2 2 1

A exposição Superstition Wilderness, de Pedro Vaz, em mostra no Centro Cultural Português no
Luxemburgo apresenta, pela primeira vez na Europa, um conjunto de trabalhos desenvolvidos em
2017, com base numa expedição às Superstition Mountains, no Deserto do Arizona, Phoenix, EUA.
As montanhas Superstition são um exemplo raro de como o ser humano constrói relações de poder
em articulação com o meio, mesmo no silêncio profundo do deserto.
Durante muito tempo, as montanhas eram apenas frequentadas pelos nativos americanos e a sua
história é sobretudo uma prolongada ausência de acontecimentos.
Contudo, partir de 1800, foram destino de ambiciosos mineiros de ouro, e cenário de episódios
trágicos, dos quais é difícil confirmar o grau de veracidade e de lenda. A história da região faz-se de
nativos americanos, viajantes espanhóis e mexicanos, da história da misteriosa família de mineiros
Peralta e do legendário “Lost Dutchman”, o imigrante germânico Jacob Waltz, que,
presumidamente, encontrou uma horda de “ouro Apache” no século XIX.
A mistura ambivalente de história real, lenda, e uma paisagem natural mantida inalterada por
séculos, confluiu na escolha das montanhas Superstition para desenvolvimento deste projecto, Ele
refere o que dessa mistura se mantém perceptível à superfície do solo, e cujo conhecimento em
pessoa permite confirmar por que motivo as montanhas se chamam superstição.
Trata-se de uma paisagem que aparenta ter sido formada para cenário de eventos ficcionados e
não reais. Uma visita permite provar que é real. Uma coisa ser verídica torna-a ainda mais
fantástica e aqui é esse o caso. A Luminosidade é seca e ocre. Os cactos que pontuam a paisagem
parecem ter propriedades anímicas, ora multiplicados rente à superfície do solo, como acontece
com o Cacto Barril, ora em sentinela no horizonte como no caso de espécies monumentais como o
Cacto Sagueiro ou o Joshua. A sobrevivência humana é uma concessão a prazo, devido às
temperaturas elevadas e secura extrema; neste ambiente, estes seres vegetais imóveis, por vezes
antropomórficos, iludem ser habitantes animados, e de facto são-no, em forma vegetal e com um
tempo mais lento que o humano, mas na genealogia directa das histórias fantásticas. Javier
Ramirez refere esta carga nas pinturas:
“Estas imagens-manto, flutuantes pela sua pálida luminosidade, ocre e dourada, sugerem uma
proximidade táctil ao elemento topográfico e, em consequência, à sua dimensão mítica e lendária.
O terreno é tocado sem ser agredido e o gesto atravessa a paisagem e o espaço que o suporta.
Acontece algo semelhante com os acrílicos que, porosos, nos persuadem que detrás da
representação paisagística não existe nada, só o vazio. Vaz mencionou que quem testemunha esta
deslocação se aproxima de um passado mais longínquo, no qual a separação entre homem e
natureza era inexistente. A analise desta obra de Vaz corresponde, portanto, a uma visão mais
cosmológica que antropológica.”


Pedro Vaz. Superstition Wilderness, Javier Ramirez Limón, 2017


O trabalho de Pedro Vaz tem como tema central a criação de paisagem. No tempo em que
vivemos, no qual a presença e observação remotas são quotidianas, a deslocação física a um
determinado lugar apresenta uma pertinência renovada. Neste contexto, a prática de expedições
tem vindo a ser essencial à pesquisa do artista.
O Projecto Superstition Wilderness partiu da residência Onloaded, desenvolvida no Phoenix
Institute of Contemporary Art, Phoenix, EUA, em Fevereiro e Março de 2017.
Deu anteriormente origem à exposição Peralta to Boulder Kanyon, no phICA, Phoenix, e
Superstition Wilderness, na Galeria Enrique Guerrero, Cidade do México.

17th Jan. 2018 — Pentimento Book Launch. CAPC, Coimbra, PT
27th Jan. 2018 — Il tesoro è sempre più grande di quello che hai stretto tra le mani, Museo del
Paesaggio, Torre di Mostro, IT.
7th Apr. 2018 — Depois do choque, os trópicos, Luísa Strina Gallery, São Paulo, Brazil.
5th May. 2018 — Azimute, 111 Gallery, Lisbon, PT.
10th May 2018 — Superstition Wilderness, Portuguese Cultural Centre in Luxembourg, Luxembourg
City, LU.
13th Jun. 2018 — Second Nature: Portuguese Contemporary Art from the EDP Foundation
Collection, The Kreeger Museum, Washington D.C., US.
15th Jun. 2018 — Colégio das Artes - Universidade de Coimbra, Coimbra, PT.

Mais informação:
www.pedrovaz.art
www.vimeo.com/pedvaz
www.instagram.com/pedro__vaz
www.facebook.com/artistpedrovaz

Contactos:

Pedro Vaz
+351 934255917
mail@pedrovaz.com
www.pedrovaz.com

Partilhar:
FacebookTwitterGoogle +E-mail